Desde a Idade Antiga, passando pela Idade Média até o momento moderno da economia capitalista o que se pode perceber é a transição da cidadania ativa para a passiva. Na Grécia, a vida humana só se realizava plenamente, na vida política; apenas quando discutia em busca da lei justa, da solução acertada, da decisão virtuosa, quando tornava os interesses da comunidade acima dos seus interesses individuais, a pessoa estava sendo verdadeiramente um ser racional e prudente.
Mas ainda na Antiguidade surge a filosofia socrática que acaba "instituindo" a separação da atividade política e da busca da verdade. Platão e Aristóteles, falaram da superioridade da vida comtemplativa sobre a vida ativa. Ao final da Antiguidade grega, os círculos filosóficos, tinham elaborado a noção de que o espaço político é um espaço de aparência e interesse, e não de verdade e virtude.
O segundo momento de declínio da cidadania ativa ocorre na Idade Média e está relacionado com a ascensão da religião cristã. O pensamento filosófico restrito das escolas helenísticas foi universalizado porque o cristianismo fez do ideal de vida comtemplativa, não mais o interesse de uma "elite intelectual" (os filósofos), mas sim o ideal cotidiano de cada um dos fiéis da Igreja Católica.
O terceiro e último momento de substituição da cidadania ativa pela cidadania passiva ocorre na Modernidade e está relacionado com ascensão da economia capitalista. Aí houve a oportunidade da retomada da cidadania ativa, onde livres da submissão aos senhores feudais, os cidadãos das novas cidades tinham o poder de governar a si mesmo. Mas aí há também o surgimento da burguesia, que visava apenas a expansão dos seus negócios e de seus lucros, e com essa motivação essa classe fazia golpes seguidos de golpes pelo domínio do poder, tornando impossível a continuidade da cidadania ativa, e instaurando o absolutismo como forma de governo capaz de restituir a segurança e a estabilidade de que a economia burguesa precisava para conduzir e expandir seus negócios e cessar conflitos.
Com isso a idéia de que a política é um assunto do Estado, e não dos cidadãos, foi implantada na cabeça da população; idéia que mesmo com a queda do absolutismo se perpetuou, ou seja, perpetuaram a manutenção da cidadania passiva, que fará do "cidadão" apenas alguém que paga seus tributos e elegem representantes que daí por diante, governam por ele sem lhe pedir consulta, sem prestar-lhe contas, sem convocá-lo para nada.
Hoje em dia nós temos a idéia de que não existem mais individuos estimulados na discussão do bem comum e na participação política, e há tempos nos tornamos uma comunidade de trabalhadores, consumidores, pagadores e eleitores, mas não de cidadãos, não de verdadeiros governantes de nós mesmos.
Pois independente de vermos que o governo nada faz além de querer mostrar que está promovendo "a mudança" e esconder que ignora a opnião daqueles que por meio dele deveria está no controle não visando seu próprios interesses, e sim o de todos. E todas as propostas para o fortalecimento da cidadania se baseiam em dar mais direitos, mais bens, mais serviços, mais oportunidades aos indivíduos, mas não em convocá-los a serem VERDADEIRAMENTE atuante da vida política. Hoje nos rendemos.
O que falta à população é iniciativa para modificar algo que impregnou nossas raízes. Se conseguíssemos relembrar os valores gregos antes do pensamento socrático, fazendo-nos acordar do transe em que nos encontramos agora, transformar-nos-ia em verdadeiros cidadãos, cidadãos que comandam, e não que são comandados.
Mas ainda na Antiguidade surge a filosofia socrática que acaba "instituindo" a separação da atividade política e da busca da verdade. Platão e Aristóteles, falaram da superioridade da vida comtemplativa sobre a vida ativa. Ao final da Antiguidade grega, os círculos filosóficos, tinham elaborado a noção de que o espaço político é um espaço de aparência e interesse, e não de verdade e virtude.
O segundo momento de declínio da cidadania ativa ocorre na Idade Média e está relacionado com a ascensão da religião cristã. O pensamento filosófico restrito das escolas helenísticas foi universalizado porque o cristianismo fez do ideal de vida comtemplativa, não mais o interesse de uma "elite intelectual" (os filósofos), mas sim o ideal cotidiano de cada um dos fiéis da Igreja Católica.
O terceiro e último momento de substituição da cidadania ativa pela cidadania passiva ocorre na Modernidade e está relacionado com ascensão da economia capitalista. Aí houve a oportunidade da retomada da cidadania ativa, onde livres da submissão aos senhores feudais, os cidadãos das novas cidades tinham o poder de governar a si mesmo. Mas aí há também o surgimento da burguesia, que visava apenas a expansão dos seus negócios e de seus lucros, e com essa motivação essa classe fazia golpes seguidos de golpes pelo domínio do poder, tornando impossível a continuidade da cidadania ativa, e instaurando o absolutismo como forma de governo capaz de restituir a segurança e a estabilidade de que a economia burguesa precisava para conduzir e expandir seus negócios e cessar conflitos.
Com isso a idéia de que a política é um assunto do Estado, e não dos cidadãos, foi implantada na cabeça da população; idéia que mesmo com a queda do absolutismo se perpetuou, ou seja, perpetuaram a manutenção da cidadania passiva, que fará do "cidadão" apenas alguém que paga seus tributos e elegem representantes que daí por diante, governam por ele sem lhe pedir consulta, sem prestar-lhe contas, sem convocá-lo para nada.
Hoje em dia nós temos a idéia de que não existem mais individuos estimulados na discussão do bem comum e na participação política, e há tempos nos tornamos uma comunidade de trabalhadores, consumidores, pagadores e eleitores, mas não de cidadãos, não de verdadeiros governantes de nós mesmos.
Pois independente de vermos que o governo nada faz além de querer mostrar que está promovendo "a mudança" e esconder que ignora a opnião daqueles que por meio dele deveria está no controle não visando seu próprios interesses, e sim o de todos. E todas as propostas para o fortalecimento da cidadania se baseiam em dar mais direitos, mais bens, mais serviços, mais oportunidades aos indivíduos, mas não em convocá-los a serem VERDADEIRAMENTE atuante da vida política. Hoje nos rendemos.
O que falta à população é iniciativa para modificar algo que impregnou nossas raízes. Se conseguíssemos relembrar os valores gregos antes do pensamento socrático, fazendo-nos acordar do transe em que nos encontramos agora, transformar-nos-ia em verdadeiros cidadãos, cidadãos que comandam, e não que são comandados.
